O vazio, ao contrário do que pode parecer, também é uma alucinação! O vazio não é uma sensação passiva, antes, é de uma agressividade que impele a lapsos de morte. Uma vontade de poder lançar-se nos projetos do desejo, mas ao fazê-lo, cair num abismo de ausências. Mas é preciso reconhecer o vazio vendo-o como resistência, como negação do absurdo. Num deserto medonho poder ouvir as vozes do belo, distantes, efêmeras, mas produtoras de toda esperança. Sentir exalar de forma avassaladora e sublime o cheiro forte das Flores do Mal.
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